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Fototerapia é usada no tratamento do pé diabético

Publicado: Quinta, 06 Agosto 2020 13:56 , Última Atualização: Quarta, 19 Agosto 2020 10:24

Bolsistas da CAPES associam o uso do látex à fototerapia de led para curar lesões nos membros inferiores de pacientes

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Tecnologia móvel, monitoramento remoto, baixo custo e resultados eficientes são algumas das vantagens de um novo equipamento médico que promete acelerar a cicatrização de úlceras em diabéticos. Batizado de RAPHA, o aparelho foi desenvolvido por bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) orientados por Suélia Fleury, professora do Programa de Pós-graduação em Engenharia Biomédica da Universidade de Brasília (UnB).

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O procedimento é simples: um kit RAPHA, composto de um dispositivo emissor de luzes de led, lâminas de látex e itens para fazer a assepsia no ferimento é entregue ao paciente.  Após a higienização, a lâmina é aplicada sobre a ferida e, em seguida, o aparelho de led. O tratamento é diário e dura 35 minutos.

O protótipo associa a fototerapia - procedimento com efeito anti-inflamatório e cicatrizante - ao látex, material biodegradável com capacidade antibacteriana. O projeto, além de inovador, tem apresentado resultados mais rápidos que o tratamento convencional: “a média de resposta de cicatrização em pacientes com o mesmo perfil e feridas na mesma dimensão tem sido de 45 dias”, explica Fleury. O procedimento padrão, que utiliza alginato de cálcio ou espuma de prata para tratar as lesões, leva seis meses.

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Para Luciana Peixoto, pós-doutoranda em Engenharia Biomédica, outra diferença fundamental do aparelho é que, por ser portátil, permite o tratamento em casa, dispensando a ida ao hospital para ser feito. Isso é considerado um avanço importante dentro dos desafios a serem superados pelo sistema de saúde. O projeto está em etapa final de submissão para ser aprovado pela Anvisa e a pesquisadora espera que o sistema RAPHA possa ser comercializado em breve. “Estamos à procura de parceiros na indústria, com interesse de explorar a tecnologia. A expectativa é de que a aprovação pela Anvisa deverá aumentar muito o interesse pelo dispositivo”, completa.

 

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
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